FAQ
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| Que cuidados devemos ter para coleta e interpretação de cálcio urinário? |
A dosagem do cálcio urinário é útil na investigação dos efeitos da vitamina D e PTH sobre a reabsorção óssea, na avaliação da nefrolitíase e eventualmente no seguimento de portadores de hiperparatireoidismo, lesões ósseas metastáticas, mieloma, acidose tubular renal, tirotoxicose, doença de Paget e sarcoidose. É preferível sua dosagem na urina de 24 horas, mas a urina recente randômica pode ser utilizada realizando a razão cálcio/creatinina. A urina deve ser acidificada durante a coleta (HCL 50%, 20 mL/L) para evitar aderência de sais de cálcio nas paredes do frasco ou precipitação de cristais. A calciúria pode aumentar com o uso de acetazolamida, cloreto de amônio, corticosteróides, vitamina D, efeito inicial de diuréticos, etc. Reduz com o uso crônico de diuréticos, bicarbonato, estrógenos, lítio e anovulatórios.
Hipercalcemias, hiperabsorção intestinal de cálcio, distúrbios da reabsorção tubular de cálcio, osteoporose, acromegalia, feocromocitoma e Cushing aumentam a excreção de cálcio urinário. A redução do cálcio urinário pode ser secundária a hipocalcemia, osteomalácia, raquitismo, alcalose, insuficiência renal, dentre outros.
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| Qual é a diferença entre a dosagem sérica do cálcio total e do cálcio iônico? |
O cálcio total encontra-se ligado às proteínas ( 47%) e livre ( 43%). Na interpretação dos valores normais é preciso levar em conta os níveis de albumina. A hemólise também eleva seus resultados. Já o cálcio iônico é a fração biologicamente ativa do cálcio sérico total (43%) e independe da albumina. Sua concentração, no entanto, é mais baixa à noite e elevada pela manhã e varia com o pH (aumenta na acidose e diminui na alcalose). O método de dosagem, por eletrodo seletivo, faz correção automática para variação de pH.
O material deve ser desorado e congelado imediatamente. Deve-se evitar a trasnferência da amostra de um tubo para outro repetidas vezes pois o pH aumenta proporcionalmente à manipulação.
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