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FAQ

Main »» Hepatites Virais

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Quais as limitações do teste anti-HCV por Elisa? Como orientar o médico quando o teste é positivo?
Existem hoje no mundo 170 milhões de pessoas infectadas pelo
vírus da hepatite C, a maioria das quais progride para a doença
crônica. Isto torna a infecção um grave problema de saúde pública
e a infecção pelo HCV já constitui a principal indicação de
transplante hepático. Os exames diagnósticos para infecção pelo HCV se dividem em testes sorológicos (ELISA e RIBA) e moleculares (HCV-RNA qualitativo, quantitativo e genotipagem). O teste ELISA é o método de triagem, que não diferencia infecção ativa de cicatriz sorológica. Falso-positivos podem ocorrer em indivíduos com baixo risco (anticorpos heterófilos) e falso-negativos em pacientes imunossuprimidos. O RIBA (recombinant immunoblotting assay) pode ser indicado para confirmar um Elisa positivo em pacientes de baixo risco, mas é pouco utilizado atualmente na prática diária, uma vez que a detecção do HCV-RNA, além de confirmar a positividade do anticorpo, detecta viremia. Um teste anti-HCV positivo deve ser sempre confirmado por HCV-RNA, que, se negativo, indica falso-positivo para o ELISA e, se positivo, confirma a infecção.

Em que situação o marcador de hepatite anti HBC total pode se apresentar positivo isoladamente, com demais marcadores negativos?
O anti-HBc total é útil no diagnóstico de infecção pelo vírus da hepatite B. Quando associado a pesquisa de anticorpos anti-HBc IgM permite distinção entre infecção atual, pregressa e crônica. Não é raro encontrarmos anti-HBc total isoladamente como único marcador de hepatite B. Neste caso, existem 3 interpretações possíveis:

- Infecção aguda em resolução - período de janela após a queda de HBsAg e antes do aparecimento de Anti-HBs.

- Infecção passada em que houve queda dos títulos de Anti-HBs

- Infecção crônica atual, com reação falso-negativa para HBsAg.

Cerca de 10% dos pacientes com com padrão anti-HBc total positivo isolado tem infecção atual pelo vírus da hepatite B (HBV-DNA positivo).
Como diferenciar a doença aguda da doença crônica na pesquisa de anticorpos contra a hepatite C?
Anticorpos anti-vírus da hepatite C podem demorar 2 a 6 meses para serem detectáveis após a infecção, mas quase sempre são encontrados na convalescença e persistem por vários anos. Após o contato com o vírus da hepatite C os indivíduos desenvolvem anticorpos contra várias proteínas do vírus que podem ser identificados por sorologia (ELISA ou RIBA). 70 a 80% dos indivíduos infectados tornam-se cronicamente infectados e, nestes casos, a pesquisa do vírus deverá ser feita por meio de amplificação do RNA viral pela técnica da reação em cadeia da polimerase (PCR) que habitualmente indica doença ativa, com alterações histopatológicas hepáticas concomitantes.


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