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FAQ

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Quando deve ser solicitado o teste de avidez de IgG para toxoplasmose e rubéola?
Com a introdução das técnicas imunoenzimáticas, imunofluorimétricas
e de quimioluminescência para detecção de IgM, constatou-se que
aanticorpos IgM poderiam persistir por muitos meses (em alguns casos até por 1 ou 2 anos) após o início da infecção - IgM residuais.
A partir daí, a presença de IgM não significa obrigatoriamente
infecção aguda e a interpretação de um teste positivo tornou-se
complexa para o médico, especialmente o obstetra no acompanhamento de gestantes, pois não se sabe se a paciente está na vigência de um infecção aguda (que pode traduzir risco para o feto) ou se a infecção ocorreu há vários meses, antes da paciente engravidar (situação em que o feto não seria comprometido).
O teste de avidez é, então, uma ferramenta para tentar estabelecer
o período mais provável em que a infecção ocorreu. A partir disso, entendemos que o teste está indicado nas gestantes assintomáticas, IgM positivas, quando não é possível detectar se a infecção é pregressa ou não. O teste é uma ferramenta auxiliar para inferir o período em que a infecção ocorreu e não deve ser solicitado isoladamente. Deste modo, o teste não deve ser realizado quando IgM for negativa.
Como interpretar a pesquisa de anticorpos IgG e IgM por Elisa para suspeita de citomegalovirose?
O Citomegalovírus é um vírus do grupo herpes que, após a infecção primária, entra num processo de latência (fica permanentemente em nosso organismo). Em situações de imunossupressão ( medicamento ou doença de base), esse vírus latente pode voltar a se multiplicar
e reagudizar a infecção. Além disso, existem pelo menos 4 genótipos diferentes. Assim, na suspeita clínica de citomegalovirose, podemos estar diante de uma infecção primária (freqüente em crianças), de uma reagudização ou de uma reinfecção (por genotipo diferente). No paciente imunocompetente (incluindo grávidas), deve-se fazer sempre a pesquisa de IgG e IgM. A positividade para os dois anticorpos indica doença aguda, seja ela primária, por reagudização ou reinfecção. A modalidade da doença crônica só pode ser definida pela comparação com dados sorológicos anteriores. Se ocorre positividade para IgG isoladamente, a infecção ocorreu no passado. Quando ocorre positividade isolada para IgM, o aparecimento de IgG talvez ainda não tenha ocorrido. Recomenda-se dosar IgG novamente em 2 semanas: se não houver soroconversão, provavelmente trata-se de um resultado falsamente positivo para IgM e não infeção aguda. Se a IgG aparecer, é caracterizada a infecção aguda.
No paciente imunocomprometido, o melhor modo de se estabelecer o
diagnóstico é por técnicas diretas: a antigenemia ou técnicas moleculares (NASBA e PCR).


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