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Estudo brasileiro com células-tronco neurais mostra que Zika vírus (ZIKV) reduz desenvolvimento cerebral


Edição: 06-16

Desde o surgimento do vírus Zika (ZIKV), relatos de microcefalia têm aumentado significativamente no Brasil; no entanto, causalidade entre a epidemia viral e malformações em cérebros fetais necessita de mais confirmação.
Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) mostra que, in vitro, o vírus Zika infecta células cerebrais e destrói tecido cerebral. O estudo intitulado “Zika virus impairs growth in human neurospheres and brain organoids”, que utilizou reprogramação celular, foi publicado no periódico Science .
A reprogramação celular permite que células-tronco pluripotentes induzidas sejam guiadas para se transformarem em quaisquer células desejadas. Na pesquisa em questão, o grupo transformou essas células em células-tronco neurais, que vão formar o cérebro humano, mas especificamente o córtex cerebral. A partir de cultura de célula, os autores observaram que o vírus Zika, de fato, é capaz de infectar as células que dão origem ao cérebro humano. Além de trabalhar com as células isoladas, o grupo utilizou estruturas organizadas que simulam o desenvolvimento do cérebro (neuroesferas e organoides). Os estudos mostram que a infecção pelo Zika vírus traz consequências que “vão desde uma alteração de morfologia à completa destruição, dependendo do estágio de desenvolvimento em que acontece essa infecção”, segundo o pesquisador Stevens Rehen, em entrevista.
Devido à importância do momento, o pesquisador ressaltou que os resultados foram divulgados como preprint, ao mesmo tempo, submetidos à publicação e a própria Science divulgou resultados antes da publicação do artigo.

Fonte:
http://portugues.medscape.com/verartigo/6500127


http://science.sciencemag.org/content/sci/early/2016/04/08/science.aaf6116.full.pdf

 

 

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