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Laboratórios participam do plano de erradicação do poliovírus


Edição: 03-17

O Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), orienta um estudo nacional para alertar os laboratórios sobre os trabalhos de erradicação da poliomielite no mundo e fazer um levantamento nacional dos que possuam materiais infectantes e potencialmente infectantes para poliovírus selvagem e vacinal.

 

O MS publicou em 13 de fevereiro a Portaria nº 451 que dispõe sobre o preenchimento do Inquérito Nacional do Poliovírus pelos laboratórios públicos e privados para o cumprimento do processo de contenção definitiva do poliovírus selvagem e vacinal.

 

O objetivo desse inquérito é ajudar os laboratórios a identificar materiais armazenados que possam ser infectantes para o poliovírus, e para estimular o descarte de materiais desnecessários. A respostas são confidenciais. Somente os responsáveis pelo inquérito podem consultá-las.
Os laboratórios que participarem serão informados sobre o progresso da erradicação e notificados quando for preciso implementar medidas adicionais de biossegurança, adequadas aos tipos de materiais estocados e de procedimentos empregados.
O Inquérito Nacional do Poliovírus deve ser respondido até 31 de março em:formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=23898.
Para mais informações: Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), Departamento de Vigilância Epidemiológica (DEVEP), Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, tel. (61) 3213-8273, fax: (61) 3213-8253 e / 3213-8253- 8249, e-mail: polio.contencao@saude.gov.br.

 

Materiais infectantes e potencialmente infectantes
Para os efeitos da Portaria 451 entende-se por:
I - materiais infectantes para poliovírus selvagem ou vacinal: materiais clínicos de casos confirmados de infecção por poliovírus selvagem e VDPV (Poliovirus Derivado da Vacina), amostras ambientais com água de esgoto ou in natura em que esses vírus estejam presentes, e produtos de replicação desses vírus, incluindo:
a) poliovírus isolados em cultivos celulares, cepas de referência, cepas para vacinas inativadas;
b) animais infectados com poliovírus ou materiais clínicos oriundos desses animais;
c) produtos de pesquisa em laboratório que possam conter as sequências do capsídeo do poliovírus selvagem;
d) estrutura total do RNA ou DNA que contêm sequências de capsídeos derivadas de poliovírus selvagem; e
e) células continuamente infectadas com cepas de poliovírus, cujas sequências do capsídeo derivam de poliovírus selvagem.

 

II- materiais potencialmente infectantes para poliovírus selvagem ou vacinal:
a) amostras de fezes ou secreções respiratórias coletadas para qualquer finalidade em uma área geográfica de circulação do poliovírus selvagem (incluindo VDPV) ou de uso da OPV (Vacina Oral da Polio);
b) produtos destes materiais em animais ou células permissivas para o poliovírus;
c) isolamentos de culturas de células semelhantes a enterovírus descaracterizados em países onde se sabe ou se suspeita da circulação do poliovírus selvagem ou VDPV no momento da coleta;
d) estoques de vírus entéricos e respiratórios manipulados em condições onde a replicação de poliovírus ou a contaminação é possível

 

Esforço mundial

 

A poliomielite é uma doença em processo de erradicação mundial. Para alcançar este resultado vem sendo realizado um trabalho em âmbito mundial, semelhante ao que se fez com a varíola na década de 1980. Segundo o Ministério da Saúde, o último caso de poliomielite ocorrido no Brasil foi identificado em 1989.
Durante a 68° Assembléia Mundial de Saúde, realizada em Genebra (Suiça), em maio de 2015, o Brasil e os países membros da OMS endossaram o compromisso internacional de contribuir para a erradicação global da doença e evitar a reintrodução do poliovírus selvagem, além de se manterem alertas para os eventos adversos pósvacinação associados ao uso da vacina oral até 2018.

 

Fonte http://www.sbpc.org.br/?C=2902


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