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JULHO AMARELO: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO DAS HEPATITES VIRAIS


Edição: 07-26

O Julho Amarelo, campanha de conscientização sobre as hepatites virais, alerta para a importância do diagnóstico precoce, já que as hepatites B e C podem permanecer assintomáticas por anos e ser identificadas apenas em estágios avançados, quando já provocaram complicações como cirrose e câncer de fígado.

 

Celebrada em 28 de julho, no Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, a campanha reforça a importância da prevenção, da vacinação e da testagem laboratorial para ampliar o diagnóstico e reduzir a transmissão das infecções.


Embora o Brasil tenha ampliado a vacinação contra a hepatite B e disponha de tratamento capaz de curar mais de 95% dos casos de hepatite C, o subdiagnóstico ainda é um dos principais desafios para alcançar a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030.

 

O diagnóstico precoce ainda é um dos maiores desafios no enfrentamento das hepatites virais. A hepatite C pode permanecer assintomática por longos períodos, enquanto a hepatite B continua registrando transmissão e um número expressivo de pessoas com infecção crônica sem diagnóstico.


Especialistas também chamam a atenção para a hepatite Delta (D), endêmica na região Amazônica e associada à progressão mais rápida para cirrose e insuficiência hepática, além da possível subnotificação da hepatite E, o que reforça a necessidade de ampliar a investigação laboratorial nos casos de hepatite aguda.

 

Os avanços dos exames laboratoriais ampliaram a capacidade de diagnóstico das hepatites virais. Testes sorológicos permitem identificar infecção aguda, crônica, imunidade e exposição prévia aos vírus, enquanto técnicas de biologia molecular confirmam a infecção ativa, monitoram a resposta ao tratamento e contribuem para a vigilância epidemiológica.

 

O Julho Amarelo também reforça a importância da testagem para hepatites virais, especialmente entre pessoas com fatores de risco ou que nunca realizaram os exames. Além do diagnóstico precoce, manter a vacinação contra a hepatite B em dia, adotar práticas sexuais seguras, evitar o compartilhamento de objetos perfurocortantes e realizar o acompanhamento pré-natal são medidas essenciais para prevenir a transmissão das infecções.

 

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